quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Mundo conectado.




Em tempos de um mundo conectado, com hiper propagação de opiniões, comentários, críticas, "curtidas" e uma infinidade de conteúdos criados por uma miríade de internautas, as mídias sociais ficam cada vez mais complexas em sua gestão.  Participar de tanta conversa on line deixa gestores preocupados com a exposição da empresa e a reputação de uma marca. Mas não tem jeito. O rei está definitivamente pelado e nessa transparência a proposta é ficar esbelto, sem ter esqueletos nos armários. Fica muito difícil construir consensos que não sejam baseados na verdade.

Se a credibilidade da marca nunca foi propriedade da empresa, pois sempre dependeu muito mais da percepção dos clientes e consumidores do que da propaganda, hoje, a complexidade dessa questão ganhou milhares de vozes. Ela se alastra mais e mais através das opiniões que duram efêmeros segundos, mas deixam rastros eternos, demandando muito mais trabalho para as empresas que desejam realmente ouvir seus públicos de interesse e influenciar conversas. Criando vínculos ao invés de simples transações comerciais.  

Nesse ambiente, vale lembrar Ted Birkhahn, CEO da Peppercomm, escreveu em 2014: "Não é mais o que uma marca quer falar, é o que o público está interessado em saber e ouvir, onde, como e quando ele está interessado ​​em consumi-la." Pois, então, mudaram as regras tradicionais da Comunicação e do Marketing. 

Mas qual é o problema? As marcas não querem conversar com seus clientes, eles não são "o foco"? Os consumidores não são a razão de ser da empresa? Então, qual a dificuldade? São várias. Uma delas, no meu ponto de vista, é que as disciplinas tradicionais dos comunicadores, como jornalismo, relações públicas e publicidade, ainda são ensinadas da mesma velha forma nas faculdades. Estão no passado industrial, nos tempos da mídia de massa, unidirecional. E um comunicador empresarial é muito mais do que um jornalista ou um RP. Ele tem que ser um especialista multidisciplinar, um profissional com visão sistêmica, grande capacidade de articulação e inteligência emocional. Nada fácil, não é mesmo? 

E pensar que ainda na década de 90 não tínhamos nem celulares. Encontrar amigos e falar com as pessoas era mais difícil e demorado. Mas hoje, sabemos de tudo, imediatamente. Será que dá para esconder alguma coisa?
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